"Quando era jovem, eu a mim dizia: Como passam os dias, dia a dia, E nada conseguido ou intentado! Mais velho, digo, com igual enfado: Como, dia após dia, os dias vão, Sem nada feito e nada na intenção! Assim, naturalmente, envelhecido, Direi, e com igual voz e sentido: Um dia virá o dia em que já não Direi mais nada. Quem nada foi nem é não dirá nada."
She would never say where she came from Yesterday don't matter if it's gone While the sun is bright Or in the darkest night No one knows She comes and goes
Goodbye, Ruby Tuesday Who could hang a name on you? When you change with every new day Still I'm gonna miss you...
Don't question why she needs to be so free She'll tell you it's the only way to be She just can't be chained To a life where nothing's gained And nothing's lost At such a cost
Goodbye, Ruby Tuesday Who could hang a name on you? When you change with every new day Still I'm gonna miss you...
There's no time to lose, I heard her say Catch your dreams before they slip away Dying all the time Lose your dreams And you may lose your mind. Ain't life unkind?
Goodbye, Ruby Tuesday Who could hang a name on you? When you change with every new day Still I'm gonna miss you...
Goodbye, Ruby Tuesday Who could hang a name on you? When you change with every new day Still I'm gonna miss you...
Todos caminhos trilham pra a gente se ver Todas as trilhas caminham pra gente se achar, viu Eu ligo no sentido de meia verdade Metade inteira chora de felicidade A qualquer distância o outro te alcança Erudito som de batidão Dia e noite céu de pé no chão O detalhe que o coração atenta Todos caminhos trilham pra a gente se ver Todas as trilhas caminham pra gente se achar, né Eu ligo no sentido de meia verdade Metade inteira chora de felicidade A qualquer distância o outro te alcança Erudito som de batidão Dia e noite céu de pé no chão O detalhe que o coração atenta
A qualquer distância o outro te alcança Erudito som de batidão Dia e noite céu de pé no chão O detalhe que o coração atenta Você passa, eu paro Você faz, eu falo Mas a gente no quarto sente o gosto bom que o oposto tem Não sei, mas sinto, uma força que embala tudo Falo por ouvir o mundo, tudo diferente de um jeito bate Todos caminhos trilham pra a gente se ver Todas as trilhas caminham pra gente se achar, viu Eu ligo no sentido de meia verdade Metade inteira chora de felicidade A qualquer distância o outro te alcança Erudito som de batidão Dia e noite céu de pé no chão O detalhe que o coração atenta
"Explicam-se cientificamente as decisões de um planeta. Esquecem-se acontecimentos mínimos. Só há livros sobre reis e invasões, enormes discursos. Nem uma única página sobre as palavras bom dia. Ninguém conhece um fato por dentro como conhece um objeto de consumo. Não sabe que quem vem do nascimento vai para a morte, dois lugares fixos, cuja distância entre si quase sempre depende do acaso. Raramente depende da decisão do homem triste que se suicida."
O show dos cara é muito animado, divertido, empolgante.
E até a pessoa q nunca bebeu na vida tem vontade de beber pq a música inspira isso nas pessoas kkkkk
Além disso tem duas comemorações que quero compartilhar. A aprovação da Aline para a pós em sampa, e a aprovação da "Dani plima" para o curso de design tb em sampa.
E vamo q vamo q hj já é quarta feira.
Ah... depois tenho q falar do show do molejão kkkkkk Foi ótimo :)
"Ela alimentava meu corpo, nutria minha alma, habitava meus sonhos. Uma história de amor única e ao mesmo tempo idêntica a tantas outras. em minha prepotência infantil, acreditava-me plenamente correspondido na intensidade desse amor, e também em sua fidelidade. Se pudesse, na época, expressar meus sentimentos mais profundos, diria que eu era a criatura que viera colocar um ponto final ao desejo de minha mãe. Um final feliz. Eu era a concretização de um sonho, o ideal, a redenção, o salvador dela. A verdade. Mas essa é, em menor ou maior grau, a história de todo mundo, não?"
Fonte: "O dia em que matei meu pai" - Mario Sabino.
When you're alone and life is making you lonely You can always go - downtown When you've got worries, all the noise and the hurry Seems to help, I know - downtown Just listen to the music of the traffic in the city Linger on the sidewalk where the neon signs are pretty How can you lose?
The lights are much brighter there You can forget all your troubles, forget all your cares So go downtown, things'll be great when you're Downtown - no finer place, for sure Downtown - everything's waiting for you
Don't hang around and let your problems surround you There are movie shows - downtown Maybe you know some little places to go to Where they never close - downtown Just listen to the rhythm of a gentle bossa nova You'll be dancing with him too before the night is over Happy again
The lights are much brighter there You can forget all your troubles, forget all your cares So go downtown, where all the lights are bright Downtown - waiting for you tonight Downtown - you're gonna be all right now
[Instrumental break]
And you may find somebody kind to help and understand you Someone who is just like you and needs a gentle hand to Guide them along
So maybe I'll see you there We can forget all our troubles, forget all our cares So go downtown, things'll be great when you're Downtown - don't wait a minute for Downtown - everything's waiting for you
"O achado é do escritor José Saramago e está no documentário Janela da alma, de Walter Carvalho: se Romeu tivesse olhos de águia, até mesmo a visão do rosto de Julieta lhe seria insuportável. A proximidade revela imperfeições que nem mesmo o mais apaixonado dos amantes está preparado para enfrentar. Sendo assim, uma certa miopia não só tempera como torna o amor possível.
Fantasias amorosas, se não me falha a psicanálise de algibeira, carecem de uma certa dose de ilusão, de bobeira geral dos sentidos, chegando á cegueira absoluta nos casos mais graves – aqueles que costumam acabar nos tribunais. Lembrei da frase do Saramago vendo o filme embriagado de amor. O protagonista, um sujeito todo errado, neurótico e com periódicos surtos explosivos de raiva, calha de tornar-se objeto romântico de uma moça bonita, independente e aparentemente bem mais normal do que ele.
Enquanto ela vê seu pretendente com um olhar de Julieta enamorada, nós, a platéia, o vemos com o horror da visão macroscópica. A tensão toda do filme se concentra no esforço dele para tornar-se relativamente equilibrado aos olhos dela, quando tudo, interna e externamente, parece estar se desintegrando. Como se Romeu, diante do olhar deslumbrado e míope da amada, não tirasse da cabeça a espinha que lhe nasceu na testa ou a pizza de alho que a nova cozinheira dos Montecchio havia preparado no almoço.
A certa altura, nosso anti-herói pede socorro ao cunhado. Diz que não gosta muito de si mesmo, que se pega chorando sem motivo, mas não tem certeza se o negócio é sério ou não: “não sei como são as outras pessoas”, argumenta. Perdidinha lá no meio do filme, essa frase de certa forma sintetiza um dos grandes sentidos da arte, que é tentar romper nosso isolamento, provando que, de uma forma ou de outra, todos compartilhamos os sentimentos que nos parecem os mais individuais – como a sensação de inadequação do personagem ou a ilusão de que um grande amor dará jeito na sua vidinha triste e sem perspectivas.
Embriagado de amor é um filme romântico narrado de uma maneira muito esquisita e perturbadora, mas conta, em essência, uma história como a de Romeu e Julieta. O amor, sugere o filme de Paul Thomas Anderson, nasce do improvável encontro entre alguém tentando convencer e outro querendo acreditar. Como escreveu Guimarães rosa, pior cego é o que quer ver."
Crônica extraída do livro "Agora eu Era" da escritora Cláudia Laitano.
Blackbird singing in the dead of night Take these broken wings and learn to fly All your life You were only waiting for this moment to arise
Black bird singing in the dead of night Take these sunken eyes and learn to see all your life you were only waiting for this moment to be free
Blackbird fly, Blackbird fly Into the light of the dark black night.
Blackbird fly, Blackbird fly Into the light of the dark black night.
Blackbird singing in the dead of night Take these broken wings and learn to fly All your life You were only waiting for this moment to arise, You were only waiting for this moment to arise, You were only waiting for this moment to arise
“Minha angústia durou cerca de uma semana. Numa manhã, eu e meu pai estávamos sentados ä mesa do café, quando ele me disse, sem tirar os olhos do jornal: “Interessante como a convivência pode fazer com que as pessoa se tornem parecidas. Inclusive no aspecto físico. Você, por exemplo, tem os olhos dela. De sua mãe. Os olhos são os mesmos, é o que todo mundo diz. Quando você era bebê, essa semelhança não existia.” Ele, então, dobrou o jornal, colocou-o sobre a mesa, tomou um gole de café e só aí, depois de cumprir todos esses pequenos gestos, olhou para mim.”
P24
“Só naquela madrugada fui alcançado pela tristeza – ou alcancei a tristeza, melhor dizendo, porque talvez eu é que estivesse atrás dela. Mas era difícil filtrar a tristeza do remorso, e a minha dor crescia por não conseguir fazê-lo. Por que eu não a havia mais abraçado? Por que eu não dissera nada na última vez que a vira? Eu me sentia a causa do seu câncer. Na verdade, mais do que isso, eu era aquele câncer.”
P26
“(...) apesar de toda a visibilidade que minha existência adquiriu, uma parte em mim permanece invisível, obscura, fechada em si própria. Será isso o que chama de alma? O âmago impossível de ser desvendado, por mais que nos debrucemos sobre ele?”
P30
“Mas é possível que minha analista acreditasse que a minha iniciativa era apenas uma forma de eu elaborar a neurose proveniente do complexo, aquele... Por que evito falar em complexo de Édipo? Antes de tudo ocorrer, eu só não o citava porque o nome soava ridículo aos meus ouvidos. Talvez por ter presenciado conversas em que as pessoas soltavam com uma naturalidade constrangedora frases como “meu Édipo atrapalha a minha ralação” ou “seu Édipo não permite que você encaminhe as coisas da melhor forma”. Depois que matei meu pai ... Bem, digamos que eu o superei de tal forma – não no sentido psicanalítico, é claro-, que complexo de Édipo está longe de dar conta da minha tragédia. Tornou-se uma expressão fraca demais. Aliás, você já reparou como as palavras e os conceitos só são exatos para definir o que ocorre com os outros, jamais com nós mesmos?
(...)
“Soube que minha analista escreveu que o meu narcisismo era tão monstruoso que, para me diferenciar dos mortais comuns, eu havia decidido imprimir na minha história a marca do mito, transformando-me no próprio. Parece bastante plausível, mas ainda assim não consigo deixar de considerá-la uma filha da puta por causa dessa interpretação.”
P36
“Só fui contar esse episódio muitos anos mais tarde – á minha analista, é claro. Ela o interpretou com perspicácia, devo reconhecer: ao xingar Cristo, eu expressara a revolta inconsciente contra a minha própria condição de menino sacrificado por um pai que oscilava entre a cólera e a ausência. Ao fazer o mesmo em relação a nossa Senhora (da Conceição, não esqueçamos), eu exprimira a raiva, também inconsciente, da mãe que me abandonara e, ao mesmo tempo, ocupava toda a minha existência.”
Fonte: Sabino, Mário. "O dia em que matei meu pai". Ed. Best Bolso. Rio de Janeiro. 2004.
"Devagar, o tempo transforma tudo em tempo. O ódio transforma-se em tempo. O amor transforma-se em tempo. A dor transforma-se em tempo. Os assuntos que julgamos mais profundos, mais impossíveis, mais permanentes e imutáveis, transformam-se devagar em tempo. Mas, por si só, o tempo não é nada, a idade não é nada, a eternidade não existe."