Fernando Pessoa - Quando era jovem

"Quando era jovem, eu a mim dizia:
Como passam os dias, dia a dia,
E nada conseguido ou intentado!
Mais velho, digo, com igual enfado:
Como, dia após dia, os dias vão,
Sem nada feito e nada na intenção!
Assim, naturalmente, envelhecido,
Direi, e com igual voz e sentido:
Um dia virá o dia em que já não
Direi mais nada.
Quem nada foi nem é não dirá nada."



Escrito por Cássio Rodrigues às 15h59
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Poesia - Sá de Miranda - Sec XIV

Cantiga

Comigo me dasavim,

No extremo som do perigo;

Não posso aturar comigo

Nem posso fugir de mim.


Com dor da gente fugia

Antes que esta assi crecesse;

Agora já fugiria


De mim se de mim pudesse.

Que me espero ou que fim

Do vão trabalho que sigo

Se trago a mim comigo

Tamanho inimigo de mim?



Escrito por Cássio Rodrigues às 11h58
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"Ruby Tuesday" Today!

She would never say where she came from
Yesterday don't matter if it's gone
While the sun is bright
Or in the darkest night
No one knows
She comes and goes

Goodbye, Ruby Tuesday
Who could hang a name on you?
When you change with every new day
Still I'm gonna miss you...

Don't question why she needs to be so free
She'll tell you it's the only way to be
She just can't be chained
To a life where nothing's gained
And nothing's lost
At such a cost

Goodbye, Ruby Tuesday
Who could hang a name on you?
When you change with every new day
Still I'm gonna miss you...

There's no time to lose, I heard her say
Catch your dreams before they slip away
Dying all the time
Lose your dreams
And you may lose your mind.
Ain't life unkind?

Goodbye, Ruby Tuesday
Who could hang a name on you?
When you change with every new day
Still I'm gonna miss you...

Goodbye, Ruby Tuesday
Who could hang a name on you?
When you change with every new day
Still I'm gonna miss you...



Escrito por Cássio Rodrigues às 11h33
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Maria Gadú canta "Encontro"



Escrito por Cássio Rodrigues às 11h26
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Maria Gadu - Tudo diferente

Todos caminhos trilham pra a gente se ver
Todas as trilhas caminham pra gente se achar, viu
Eu ligo no sentido de meia verdade
Metade inteira chora de felicidade
A qualquer distância o outro te alcança
Erudito som de batidão
Dia e noite céu de pé no chão
O detalhe que o coração atenta
Todos caminhos trilham pra a gente se ver
Todas as trilhas caminham pra gente se achar, né
Eu ligo no sentido de meia verdade
Metade inteira chora de felicidade
A qualquer distância o outro te alcança
Erudito som de batidão
Dia e noite céu de pé no chão
O detalhe que o coração atenta


A qualquer distância o outro te alcança
Erudito som de batidão
Dia e noite céu de pé no chão
O detalhe que o coração atenta
Você passa, eu paro
Você faz, eu falo
Mas a gente no quarto sente o gosto bom que o oposto tem
Não sei, mas sinto, uma força que embala tudo
Falo por ouvir o mundo, tudo diferente de um jeito bate
Todos caminhos trilham pra a gente se ver
Todas as trilhas caminham pra gente se achar, viu
Eu ligo no sentido de meia verdade
Metade inteira chora de felicidade
A qualquer distância o outro te alcança
Erudito som de batidão
Dia e noite céu de pé no chão
O detalhe que o coração atenta




Escrito por Cássio Rodrigues às 22h02
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Texto de Gonçalo Tavares

"Explicam-se cientificamente as decisões de um planeta. Esquecem-se acontecimentos mínimos. Só há livros sobre reis e invasões, enormes discursos. Nem uma única página sobre as palavras bom dia. Ninguém conhece um fato por dentro como conhece um objeto de consumo. Não sabe que quem vem do nascimento vai para a morte, dois lugares fixos, cuja distância entre si quase sempre depende do acaso. Raramente depende da decisão do homem triste que se suicida."




Escrito por Cássio Rodrigues às 16h53
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dica d show!


Galera TERRA CELTA de novo no london! Imperdível.

O show dos cara é muito animado, divertido, empolgante.

E até a pessoa q nunca bebeu na vida tem vontade de beber pq a música inspira isso nas pessoas kkkkk

Além disso tem duas comemorações que quero compartilhar. A aprovação da Aline para a pós em sampa, e a aprovação da "Dani plima" para o curso de design tb em sampa.

E vamo q vamo q hj já é quarta feira.

Ah... depois tenho q falar do show do molejão kkkkkk Foi ótimo :)




Escrito por Cássio Rodrigues às 09h18
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Texto

"Ela alimentava meu corpo, nutria minha alma, habitava meus sonhos. Uma história de amor única e ao mesmo tempo idêntica a tantas outras. em minha prepotência infantil, acreditava-me plenamente correspondido na intensidade desse amor, e também em sua fidelidade. Se pudesse, na época, expressar meus sentimentos mais profundos, diria que eu era a criatura que viera colocar um ponto final ao desejo de minha mãe. Um final feliz. Eu era a concretização de um sonho, o ideal, a redenção, o salvador dela. A verdade. Mas essa é, em menor ou maior grau, a história de todo mundo, não?"

Fonte: "O dia em que matei meu pai" - Mario Sabino.



Escrito por Cássio Rodrigues às 22h46
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"Downtown" today!

When you're alone and life is making you lonely
You can always go - downtown
When you've got worries, all the noise and the hurry
Seems to help, I know - downtown
Just listen to the music of the traffic in the city
Linger on the sidewalk where the neon signs are pretty
How can you lose?

The lights are much brighter there
You can forget all your troubles, forget all your cares
So go downtown, things'll be great when you're
Downtown - no finer place, for sure
Downtown - everything's waiting for you

Don't hang around and let your problems surround you
There are movie shows - downtown
Maybe you know some little places to go to
Where they never close - downtown
Just listen to the rhythm of a gentle bossa nova
You'll be dancing with him too before the night is over
Happy again

The lights are much brighter there
You can forget all your troubles, forget all your cares
So go downtown, where all the lights are bright
Downtown - waiting for you tonight
Downtown - you're gonna be all right now

[Instrumental break]

And you may find somebody kind to help and understand you
Someone who is just like you and needs a gentle hand to
Guide them along

So maybe I'll see you there
We can forget all our troubles, forget all our cares
So go downtown, things'll be great when you're
Downtown - don't wait a minute for
Downtown - everything's waiting for you

Downtown, downtown, downtown, downtown ...



Escrito por Cássio Rodrigues às 21h23
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Crônica: O Pior cego é o que quer ver

"O achado é do escritor José Saramago e está no documentário Janela da alma, de Walter Carvalho: se Romeu tivesse olhos de águia, até mesmo a visão do rosto de Julieta lhe seria insuportável. A proximidade revela imperfeições que nem mesmo o mais apaixonado dos amantes está preparado para enfrentar. Sendo assim, uma certa miopia não só tempera como torna o amor possível.


Fantasias amorosas, se não me falha a psicanálise de algibeira, carecem de uma certa dose de ilusão, de bobeira geral dos sentidos, chegando á cegueira absoluta nos casos mais graves – aqueles que costumam acabar nos tribunais.
Lembrei da frase do Saramago vendo o filme embriagado de amor. O protagonista, um sujeito todo errado, neurótico e com periódicos surtos explosivos de raiva, calha de tornar-se objeto romântico de uma moça bonita, independente e aparentemente bem mais normal do que ele.


Enquanto ela vê seu pretendente com um olhar de Julieta enamorada, nós, a platéia, o vemos com o horror da visão macroscópica. A tensão toda do filme se concentra no esforço dele para tornar-se relativamente equilibrado aos olhos dela, quando tudo, interna e externamente, parece estar se desintegrando. Como se Romeu, diante do olhar deslumbrado e míope da amada, não tirasse da cabeça a espinha que lhe nasceu na testa ou a pizza de alho que a nova cozinheira dos Montecchio havia preparado no almoço.


A certa altura, nosso anti-herói pede socorro ao cunhado. Diz que não gosta muito de si mesmo, que se pega chorando sem motivo, mas não tem certeza se o negócio é sério ou não: “não sei como são as outras pessoas”, argumenta.
Perdidinha lá no meio do filme, essa frase de certa forma sintetiza um dos grandes sentidos da arte, que é tentar romper nosso isolamento, provando que, de uma forma ou de outra, todos compartilhamos os sentimentos que nos parecem os mais individuais – como a sensação de inadequação do personagem ou a ilusão de que um grande amor dará jeito na sua vidinha triste e sem perspectivas.


Embriagado de amor é um filme romântico narrado de uma maneira muito esquisita e perturbadora, mas conta, em essência, uma história como a de Romeu e Julieta. O amor, sugere o filme de Paul Thomas Anderson, nasce do improvável encontro entre alguém tentando convencer e outro querendo acreditar. Como escreveu Guimarães rosa, pior cego é o que quer ver."

Crônica extraída do livro "Agora eu Era" da escritora Cláudia Laitano.



Escrito por Cássio Rodrigues às 21h21
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Gal costa canta "mar e sol"

Um Sol
Eu sou
Para o seu mar, ó meu amor;
Você
O mar é
Para o meu Sol, para eu me pôr;

Me pôr
Em você,
Me espelhar, me espalhar;
Meu Sol
De arrebol
Deitar no leito de seu mar –

E entrar em você,
Em você queimar, arder;
Em você tremer, em você,
Em você morrer, morrer.

Um só,
Um nó
De fogo e água, terra e céu,
A sós,
Somos nós,
De corpo e alma, você e eu;

E eu
A descer,
A desnascer, desvanecer;
A ser
Em você
Um Sol a se dissolver –

Ao entrar em você,
Em você queimar, arder;
Em você tremer, em você,
Em você morrer, morrer.

Depois,
Nós dois,
Olhos nos olhos, vis-à-vis,
Nos seus
Olhos meus,
Me vejo no que vejo ali;

Ali,
Eu-você,
Olho no olho a se espelhar,
Amor,
Sem temor,
Olho o que eu olho me olhar –

Ao entrar em você,
Em você queimar, arder;
Em você tremer, em você,
Com você morrer, morrer.

Paixão de fogo de paixão
De fogo de paixão
De fogo de paixão,

Em que me afogo de paixão
Me afogo de paixão
Me afogo de paixão

Dedico para uma pessoa que mais admiro e respeito. Karina Rodrigues. Bju. ;)




Escrito por Cássio Rodrigues às 22h27
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"blackbird" today!

Blackbird singing in the dead of night
Take these broken wings and learn to fly
All your life
You were only waiting for this moment to arise

Black bird singing in the dead of night
Take these sunken eyes and learn to see
all your life
you were only waiting for this moment to be free

Blackbird fly, Blackbird fly
Into the light of the dark black night.

Blackbird fly, Blackbird fly
Into the light of the dark black night.

Blackbird singing in the dead of night
Take these broken wings and learn to fly
All your life
You were only waiting for this moment to arise,
You were only waiting for this moment to arise,
You were only waiting for this moment to arise



Escrito por Cássio Rodrigues às 22h19
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Fragmentos do livro: "o dia que matei meu pai"

P21

“Minha angústia durou cerca de uma semana. Numa manhã, eu e meu pai estávamos sentados ä mesa do café, quando ele me disse, sem tirar os olhos do jornal: “Interessante como a convivência pode fazer com que as pessoa se tornem parecidas. Inclusive no aspecto físico. Você, por exemplo, tem os olhos dela. De sua mãe. Os olhos são os mesmos, é o que todo mundo diz. Quando você era bebê, essa semelhança não existia.” Ele, então, dobrou o jornal, colocou-o sobre a mesa, tomou um gole de café e só aí, depois de cumprir todos esses pequenos gestos, olhou para mim.”

P24

“Só naquela madrugada fui alcançado pela tristeza – ou alcancei a tristeza, melhor dizendo, porque talvez eu é que estivesse atrás dela. Mas era difícil filtrar a tristeza do remorso, e a minha dor crescia por não conseguir fazê-lo. Por que eu não a havia mais abraçado? Por que eu não dissera nada na última vez que a vira? Eu me sentia a causa do seu câncer. Na verdade, mais do que isso, eu era aquele câncer.”

P26

“(...) apesar de toda a visibilidade que minha existência adquiriu, uma parte em mim permanece invisível, obscura, fechada em si própria. Será isso o que chama de alma? O âmago impossível de ser desvendado, por mais que nos debrucemos sobre ele?”

P30

“Mas é possível que minha analista acreditasse que a minha iniciativa era apenas uma forma de eu elaborar a neurose proveniente do complexo, aquele... Por que evito falar em complexo de Édipo? Antes de tudo ocorrer, eu só não o citava porque o nome soava ridículo aos meus ouvidos. Talvez por ter presenciado conversas em que as pessoas soltavam com uma naturalidade constrangedora frases como “meu Édipo atrapalha a minha ralação” ou “seu Édipo não permite que você encaminhe as coisas da melhor forma”.  Depois que matei meu pai ... Bem, digamos que eu o superei de tal forma – não no sentido psicanalítico, é claro-, que complexo de Édipo está longe de dar conta da minha tragédia. Tornou-se uma expressão fraca demais. Aliás, você já reparou como as palavras e os conceitos só são exatos para definir o que ocorre com os outros, jamais com nós mesmos?

(...)

“Soube que minha analista escreveu que o meu narcisismo era tão monstruoso que, para me diferenciar dos mortais comuns, eu havia decidido imprimir na minha história a marca do mito, transformando-me no próprio. Parece bastante plausível, mas ainda assim não consigo deixar de considerá-la uma filha da puta por causa dessa interpretação.”

P36

“Só fui contar esse episódio muitos anos mais tarde – á minha analista, é claro. Ela o interpretou com perspicácia, devo reconhecer: ao xingar Cristo, eu expressara a revolta inconsciente contra a minha própria condição de menino sacrificado por um pai que oscilava entre a cólera e a ausência. Ao fazer o mesmo em relação a nossa Senhora (da Conceição, não esqueçamos), eu exprimira a raiva, também inconsciente, da mãe que me abandonara e, ao mesmo tempo, ocupava toda a minha existência.”


Fonte: Sabino, Mário. "O dia em que matei meu pai". Ed. Best Bolso. Rio de Janeiro. 2004.

 

 



Escrito por Cássio Rodrigues às 22h18
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"O tempo destrói tudo"

"Devagar, o tempo transforma tudo em tempo. O ódio transforma-se em tempo. O amor transforma-se em tempo. A dor transforma-se em tempo. Os assuntos que julgamos mais profundos, mais impossíveis, mais permanentes e imutáveis, transformam-se devagar em tempo. Mas, por si só, o tempo não é nada, a idade não é nada, a eternidade não existe."

José Luiz Peixoto



Escrito por Cássio Rodrigues às 14h26
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dêzaini

Mais bigodes??? Aqui.



Escrito por Cássio Rodrigues às 09h24
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