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FÉ CEGA FACA AMOLADA por CORDEL DO FOGO ENCANTADO



Escrito por Cássio Rodrigues às 18h33
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Cordel do Fogo Encantado

Música "preta" do CD Transfiguração. O terceiro da banda.

Música "Chover" do segundo álbum deles - O palhaço do circo sem futuro



Escrito por Cássio Rodrigues às 18h16
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dica do dia

Como manter um nível saudável de insanidade



Escrito por Cássio Rodrigues às 18h12
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CONFIRMADO

CORDEL DO FOGO ENCANTADO - 12/09 - ACRÓPOLE

outros shows que eu achei interessante

Malu Magalhães

Madame Satã

juana Bârbera

maiores informações: http://jambolada.blogspot.com/



Escrito por Cássio Rodrigues às 18h05
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para todo mundo

O NEGÓCIO É AMAR - CARLOS LYRA

Tem gente que ama, que vive brigando
E depois que briga acaba voltando
Tem gente que canta porque está amando
Quem não tem amor leva a vida esperando
Uns amam pra frente, e nunca se esquecem
Mas são tão pouquinhos que nem aparecem
Tem uns que são fracos, que dão pra beber
Outros fazem samba e adoram sofrer
Tem apaixonado que faz serenata
Tem amor de raça e amor vira-lata
Amor com champagne, amor com cachaça

Amor nos iates, nos bancos de praça
Tem homem que briga pela bem-amada
Tem mulher maluca que atura porrada

Tem quem ama tanto que até enlouquece
Tem quem dê a vida por quem não merece
Amores à vista, amores à prazo

Amor ciumento que só cria caso
Tem gente que jura que não volta mais
Mas jura sabendo que não é capaz
Tem gente que escreve até poesia
E rima saudade com hipocrisia

Tem assunto à bessa pra gente falar
mas nao interessam o negócio é amar

 



Escrito por Cássio Rodrigues às 15h27
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Carlos Lyra para Ester B.

Sambalanço

"Um amor vai chegando
E o tempo
Que passa ligeiro
Parece que vai parar

Balança o tempo
Balança o meu coração
Por um amor
Que acabou de chegar

Balança o barco
Balança o vento
Balance tudo
Que puder balançar

Balança o espaço
Balança o tempo
Por um amor
Que acabou de chegar"



Escrito por Cássio Rodrigues às 15h25
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solidão que nada

"Viver é bom
Partida e chegada
Solidão, que nada"

Cazuza.



Escrito por Cássio Rodrigues às 15h19
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O AMOR E O TEMPO

Tudo cura o tempo, tudo faz esquecer, tudo gasta, tudo digere, tudo acaba. Atreve-se o tempo a colunas de mármore, quanto mais a corações de cera ! São as afeições como as vidas, que não há mais certo sinal de haverem de durar pouco, que terem durado muito. São como as linhas, que partem do centro para a circunferência, que quanto mais continuadas, tanto menos unidas. Por isso os antigos sabiamente pintaram o amor menino; porque não há amor tão robusto que chegue a ser velho. De todos os instrumentos com que o armou  a  natureza,  o desarma  o  tempo. Afrouxa-lhe o arco, com que já não atira; embota-lhe  as setas, com que já não fere; abre-lhe os olhos, com que vê o que não via; e faz-lhe crescer as asas, com que voa e foge. A razão natural de toda esta diferença é porque o tempo tira a novidade às coisas, descobre-lhe os defeitos, enfastia-lhe o gosto, e basta que sejam usadas para não serem as mesmas. Gasta-se  o ferro com o uso, quanto mais o amor ?!  O  mesmo  amar é causa de não amar e o ter amado muito, de amar menos.

 

(VIEIRA, Antônio. Apud: PROENÇA FILHO, Domício.  Português.  Rio de Janeiro:  Liceu, 1972. V5. p.43)

Escrito por Cássio Rodrigues às 15h15
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OS TUMULTOS DA PAZ

O amor ao próximo está longe de representar um devaneio beato e piedoso, conto da carochinha para enganar crianças, desavisados e inquilinos de sacristia. Trata-se de uma  essencial exigência pessoal e política, sem cujo atendimento não nos poremos a serviço, nem de nós mesmos, nem de ninguém. Amar ao Próximo como a  si mesmo é, por excelência, a regra de ouro, cânon fundador da única prática pela qual poderemos chegar a um pleno amor por nós próprios. Sou o primeiro e mais íntimo Próximo de mim, e esta relação de mim para comigo passa, inevitavelmente, pela existência do Outro. Este é o termo terceiro, a referência transcendente por cuja mediação passo  a construir a minha auto-estima.

     Eis aí o modelo da paz.

 

(PELLEGRINO, Hélio. A burrice do demônio. Rio de Janeiro:

      Rocco, 1989. p. 94)

 



Escrito por Cássio Rodrigues às 15h14
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